Eletroforese de hemoglobina: o que o exame mostra
Conteúdo escrito e revisado por médico hematologista · Revisado em 8 de setembro de 2026Como este conteúdo é feito
Dr. Henrique Pêcego, médico hematologista

Por Dr. Henrique Pêcego — Médico Hematologista | Instagram: @drhenriquepecegohemato

A eletroforese de hemoglobina é um daqueles exames que a pessoa faz sem entender direito por quê, recebe um laudo cheio de letras e porcentagens, e sai do laboratório com mais dúvida do que chegou.

Vou fazer o caminho contrário do laudo. Em vez de começar pelas siglas, começo pela pergunta que o exame responde: de que tipo é a hemoglobina que você fabrica?

Todo mundo produz hemoglobina. O que muda de pessoa para pessoa é o modelo. A maioria fabrica o modelo padrão. Uma parcela grande da população brasileira, muito maior do que se imagina, fabrica um modelo diferente, herdado de pai ou de mãe. A eletroforese é o exame que separa um caso do outro.

Este texto explica o que o exame mede, como ler cada linha do resultado, quais são os padrões mais comuns, e uma coisa que quase nenhum texto sobre o assunto diz: eletroforese normal não descarta hemoglobinopatia. Existe pelo menos uma condição frequente em que o exame vem perfeitamente normal e o problema está lá.


O que a eletroforese de hemoglobina mede

A hemoglobina é a proteína que ocupa quase todo o espaço dentro da hemácia e que carrega o oxigênio dos pulmões para o resto do corpo. Ela é feita de quatro cadeias de proteína encaixadas, e cada cadeia carrega um átomo de ferro no meio.

O nome das hemoglobinas vem justamente de quais cadeias entram na montagem. E aqui está o ponto: o corpo humano fabrica mais de um tipo de hemoglobina ao mesmo tempo, em proporções que mudam ao longo da vida.

A eletroforese pega uma amostra do seu sangue e separa esses tipos por uma propriedade física, a carga elétrica. Cada tipo caminha uma distância diferente num campo elétrico, e no fim a máquina mede quanto por cento do total cada um representa.

O laudo, então, não é um valor só. É uma lista de frações que somam 100%.

As hemoglobinas normais do adulto

São três, e vale gravar os nomes porque eles aparecem em todo laudo:

  • Hemoglobina A (HbA). É a hemoglobina adulta padrão, e representa a esmagadora maioria do total.
  • Hemoglobina A2 (HbA2). Uma fração pequena, em torno de 2% a 3%. Parece detalhe, mas é a linha mais informativa do laudo inteiro, e explico adiante por quê.
  • Hemoglobina F (HbF), a hemoglobina fetal. É a hemoglobina do bebê dentro do útero. Ela agarra o oxigênio com mais força que a hemoglobina adulta, o que faz sentido: o feto precisa puxar oxigênio do sangue da mãe. Depois do nascimento ela vai sendo substituída, e a troca se completa por volta dos 6 aos 12 meses de vida. No adulto, o normal é ter menos de 1% de hemoglobina fetal.

Essa troca de hemoglobina fetal para adulta, que parece uma curiosidade de embriologia, é o motivo de várias doenças hereditárias do sangue só aparecerem depois dos 6 meses de vida. Enquanto a hemoglobina fetal está no comando, o defeito da cadeia adulta não se manifesta.


Quando o exame é pedido

A eletroforese não é exame de rotina. Ela é pedida quando existe uma pergunta específica na mesa:

  • Anemia que não se explica. Sobretudo anemia com hemácias pequenas que não melhorou com ferro, ou que voltou logo depois de parar o ferro.
  • Hemácias pequenas sem falta de ferro. Quando o volume corpuscular médio está baixo e a ferritina está normal, a eletroforese entra.
  • Suspeita de doença falciforme ou de outra hemoglobinopatia, por sintomas ou por história familiar.
  • Triagem neonatal, o teste do pezinho, que faz uma análise de hemoglobinas em todo recém-nascido no Brasil.
  • Avaliação de casal e planejamento de gravidez, quando um dos dois já sabe que tem traço falciforme ou traço talassêmico.
  • Achado de células-alvo ou de outras alterações no esfregaço de sangue.
  • Origem familiar de regiões de alta prevalência, com anemia ou microcitose sem causa definida.

Uma observação prática que economiza tempo: se a suspeita é falta de ferro, o caminho é dosar o ferro, e não pedir eletroforese. Se a suspeita é hemoglobinopatia, o caminho é a eletroforese com hemograma e com o painel de ferro juntos, porque um resultado depende do outro. Já vou explicar por quê.


Como ler o resultado

Um laudo normal de adulto se parece com isto: HbA acima de 95%, HbA2 entre 2% e 3%, HbF abaixo de 1%, e nenhuma fração estranha.

A partir daí, os padrões alterados mais frequentes são estes. Os percentuais abaixo vêm da tabela de referência da Sociedade Americana de Hematologia e das descrições em fontes de laboratório clínico.

Traço falciforme (HbAS)

Aparecem HbA e HbS ao mesmo tempo, com a HbA em maior quantidade. A pessoa herdou o gene alterado de um dos pais e o gene normal do outro. Não é doença, é condição de portador. Merece explicação, aconselhamento e algumas orientações práticas, mas não tratamento.

Doença falciforme por homozigose (HbSS)

A HbA desaparece e a HbS passa de 90%. Não sobra hemoglobina normal para fabricar, porque os dois genes estão alterados. A hemoglobina fetal costuma ficar abaixo de 10% e a HbA2 abaixo de 3,5%.

Hemoglobinopatia SC

Aparecem HbS e HbC, cada uma perto de 50%, e a HbA some. É uma forma de doença falciforme, ainda que o quadro clínico seja diferente do HbSS.

HbS com beta talassemia

Este padrão confunde muita gente. Na combinação com a talassemia beta zero, a HbS passa de 80% e não há HbA, o que se parece muito com o HbSS. Na combinação com a beta mais, sobra alguma HbA, entre 10% e 30%.

👉 O detalhe que separa uma coisa da outra é a HbA2. Nas combinações com talassemia ela fica acima de 3,5%, e valores acima de 5,5% apontam fortemente para essa direção. A mediana descrita é de 6,5% na HbS com beta talassemia contra 4,5% na doença falciforme homozigota.

Traço beta talassêmico

Aqui não aparece nenhuma hemoglobina estranha. O que aparece é a HbA2 aumentada, tipicamente entre 4% e 8%, junto de hemácias pequenas no hemograma. É o padrão mais discreto de todos e o mais fácil de passar batido.

Traço da hemoglobina C

Entre 30% e 40% de HbC, com o restante de HbA. É clinicamente silencioso.

Tabela com os padrões da eletroforese: HbSS, HbSC, HbS beta zero, HbS beta mais e traço falciforme, com os valores de HbA, HbS e HbA2 de cada um
Os padrões da eletroforese. A presença ou ausência de hemoglobina A é a linha que separa traço de doença.

A HbA2 é a linha que quase ninguém olha

De todas as frações do laudo, a HbA2 é a que carrega mais informação por caractere. Ela é uma fração pequena, o olho passa por cima, e é justamente ela que faz o diagnóstico do traço beta talassêmico.

Os valores de referência, com uma ressalva honesta: eles variam entre laboratórios e entre as referências publicadas. As faixas mais usadas são estas:

  • Abaixo de 3,2%: normal.
  • Entre 3,2% e 3,6%: zona limítrofe, que pede investigação em vez de conclusão.
  • Entre 3,6% e 7%: compatível com traço beta talassêmico. Outras referências usam o corte em 3,5% ou em 4%.
  • Acima de 10%: aí o padrão sugere uma hemoglobina variante, e não talassemia.

Ou seja, quando alguém pergunta “minha HbA2 deu 3,4%, tenho talassemia?”, a resposta honesta é: esse valor está na faixa em que o exame não decide sozinho. Precisa do hemograma, do ferro e, às vezes, de repetir.

🔑 E aqui está a armadilha que mais causa erro de diagnóstico

A falta de ferro derruba a HbA2. Quem tem traço beta talassêmico e está com deficiência de ferro ao mesmo tempo pode ter a HbA2 empurrada de volta para a faixa normal, e o exame vem falsamente tranquilizador.

A magnitude está descrita: uma anemia ferropriva grave pode reduzir a HbA2 em até 0,5 ponto percentual. Parece pouco. Mas quem estava em 3,7% cai para 3,2%, e sai do laudo com um “normal” que não é verdade.

Por isso a regra prática: eletroforese de hemoglobina se interpreta com o painel de ferro na mão. Se houver deficiência de ferro, o correto é corrigir o ferro primeiro e repetir a eletroforese depois. Fazer os dois exames no mesmo dia, e ler juntos, evita um bocado de diagnóstico errado.


O que a eletroforese não consegue ver

Esta seção existe porque a confiança excessiva no exame produz dois erros opostos: dar alta para quem tem alguma coisa, e assustar quem não tem nada.

Hemoglobinas diferentes que caminham juntas

Na eletroforese em meio alcalino, que é o método clássico, hemoglobinas distintas migram para o mesmo lugar e ficam indistinguíveis. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos descreve isso de forma direta no material de triagem neonatal: a hemoglobina S, a D, a G e a Lepore migram juntas. E o mesmo acontece entre a hemoglobina C, a A2, a O-Arab e a E.

Traduzindo para a prática: um laudo que diz “hemoglobina S” pode estar diante de uma hemoglobina D, que é outra coisa completamente diferente. A separação se faz com eletroforese em meio ácido, que é justamente o exame complementar que o laboratório roda para confirmar.

É por isso que os laboratórios de referência classificam o resultado como identificação presuntiva. Não é preciosismo. É a descrição honesta do que o método entrega.

A cromatografia líquida entrou no lugar em muitos lugares

Boa parte dos laboratórios hoje usa cromatografia líquida de alta eficiência, a HPLC, no lugar da eletroforese em gel. Ela quantifica melhor as frações e é o método usado nos programas de triagem neonatal. O nome do exame no pedido às vezes continua sendo “eletroforese”, por costume, mas a técnica é outra.

Quando é preciso ir ao DNA

Diante de um resultado inconclusivo, de uma variante rara, ou de aconselhamento de casal em que a resposta muda uma decisão, a confirmação é por teste molecular. É o que separa, por exemplo, as duas formas de traço alfa talassêmico que têm consequências muito diferentes para os filhos.

Infográfico sobre as hemoglobinas que migram juntas na eletroforese alcalina: S, D, G e Lepore de um lado, C, A2, O-Arab e E do outro
O que a eletroforese em meio alcalino não consegue separar, e por que a confirmação por um segundo método existe.

⚠️ Eletroforese normal não afasta hemoglobinopatia

Este é o ponto mais importante do texto e o que menos aparece por aí.

No traço alfa talassêmico do adulto, a eletroforese de hemoglobina vem normal. Não é falha do laboratório, é como a doença funciona.

A explicação está na composição das hemoglobinas. Todas as três hemoglobinas normais do adulto usam cadeia alfa na montagem. Quando falta cadeia alfa, falta para todas na mesma proporção. As frações caem juntas, e a proporção entre elas, que é o que a eletroforese mede, continua parecendo normal. A HbA2 fica normal ou até um pouco baixa, entre 1,5% e 3%.

O resultado prático é um perfil que engana:

  • hemácias pequenas no hemograma;
  • ferro e ferritina normais;
  • eletroforese de hemoglobina normal;
  • e um paciente rotulado como “anemia sem causa”, que muitas vezes recebe ferro por anos sem precisar.

Diante dessa combinação, a hipótese de alfa talassemia precisa estar na mesa, e a confirmação é por teste genético, não por eletroforese.

Comparação entre traço beta talassêmico, em que a HbA2 sobe e a eletroforese denuncia, e traço alfa talassêmico, em que a eletroforese vem normal
Por que a eletroforese denuncia o traço beta e não denuncia o traço alfa.

O teste do pezinho e a eletroforese

O Programa Nacional de Triagem Neonatal analisa as hemoglobinas de todo recém-nascido no Brasil pelo Sistema Único de Saúde. Entre as doenças rastreadas está a rubrica doença falciforme e outras hemoglobinopatias.

Os resultados vêm em códigos de letras que descrevem, em ordem de quantidade, quais hemoglobinas o bebê tem. Como o recém-nascido ainda é quase todo hemoglobina fetal, quase todo laudo começa com F:

  • FA: padrão normal, hemoglobina fetal em maior quantidade e hemoglobina A em seguida.
  • FAS: traço falciforme.
  • FS: doença falciforme por homozigose.
  • FSC: hemoglobinopatia SC.
  • FSA: HbS com beta talassemia.
  • FAC: traço da hemoglobina C.
  • FAD: traço da hemoglobina D.
  • FAE: traço da hemoglobina E.

Vale registrar uma coisa que confunde muita gente adulta: a talassemia beta menor não é o alvo do teste do pezinho. Ela não é nomeada nas páginas oficiais do programa, e entra apenas na rubrica genérica de outras hemoglobinopatias. O diagnóstico do traço beta talassêmico no adulto é feito com hemograma e HbA2, e não com a triagem que a pessoa fez ao nascer.

Ou seja: ter passado no teste do pezinho não significa que a possibilidade de talassemia foi afastada.


Um efeito colateral que ninguém avisa: a hemoglobina glicada

Quem tem uma variante de hemoglobina precisa saber disto, porque afeta o acompanhamento de diabetes.

A hemoglobina glicada, a HbA1c, pode dar resultado falso em quem tem variante de hemoglobina. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos é explícito ao falar do traço falciforme: o resultado pode vir falsamente alto ou falsamente baixo, dependendo do método usado pelo laboratório, e isso pode levar a pessoa a ser tratada de menos ou tratada demais para diabetes.

São dois mecanismos diferentes, e vale separar:

  • Interferência do método. A variante caminha junto com a fração que a máquina mede como glicada, ou não é reconhecida pelo anticorpo do teste. Este problema se resolve trocando de método, porque existem técnicas que não sofrem interferência.
  • Hemácia que vive menos. Na doença falciforme, nas talassemias e nas hemoglobinas instáveis, a hemácia dura menos que os cerca de 120 dias que o exame pressupõe. A glicada fica falsamente baixa mesmo com o método perfeito. Aqui trocar de método não resolve, e o acompanhamento precisa usar glicemia plasmática, frutosamina ou 1,5-anidroglucitol.

A recomendação prática é simples: se você tem uma variante de hemoglobina, avise o médico que acompanha seu diabetes ou seu rastreamento. É informação que muda a leitura do exame.


E se o resultado vier alterado

Antes de qualquer coisa, uma calibragem de expectativa. Cerca de 7% da população mundial carrega algum gene alterado que modifica a hemoglobina. No Brasil, estima-se que 4% da população tenha traço falciforme, chegando a algo entre 6% e 10% nas regiões Norte e Nordeste. E cerca de 1,5% da população branca brasileira carrega a forma heterozigota de talassemia, com concentração no Sul e no Sudeste, refletindo a imigração de povos do Mediterrâneo, do Oriente Médio e da Ásia.

Somando, estamos falando de milhões de pessoas. Ser portador é comum. A grande maioria dos resultados alterados aponta para uma condição de portador, e não para uma doença.

O que muda de verdade a partir de um resultado alterado:

  • Saber, e parar de tratar o que não existe. Muita gente com traço talassêmico toma ferro há anos por uma anemia que não é de ferro.
  • Aconselhamento de casal. É aqui que a informação vale mais. Se os dois parceiros carregam alterações que se combinam, existe risco real por gestação, e a conversa precisa acontecer antes, não depois.
  • Avisar em contextos específicos, como no acompanhamento de diabetes, em cirurgia e em situações de exercício extremo, no caso do traço falciforme.
  • Estender a investigação à família, quando faz sentido.

Quando procurar um hematologista

Nem todo laudo alterado precisa de hematologista. Mas há situações em que a avaliação especializada muda a conduta:

  • Resultado com uma hemoglobina variante em quantidade alta, ou sem hemoglobina A no laudo.
  • Anemia junto do achado, sobretudo se houver icterícia, urina escura, baço aumentado ou reticulócitos altos.
  • Casal em que os dois têm alteração, ou um tem alteração e o outro não foi testado.
  • Microcitose persistente com ferro normal e eletroforese normal, que é exatamente o cenário de alfa talassemia.
  • Resultado inconclusivo ou limítrofe, sobretudo HbA2 entre 3,2% e 3,6%.
  • Gestação com qualquer alteração de hemoglobina identificada.

Perguntas frequentes

Eletroforese de hemoglobina precisa de jejum?

Não. O exame analisa o tipo de hemoglobina dentro da hemácia, e isso não muda com a alimentação. É uma coleta de sangue comum.

Fiz transfusão de sangue. Posso fazer o exame?

O ideal é esperar. O sangue transfundido é de outra pessoa e as hemoglobinas dele entram na conta, misturando o resultado. Depois de uma transfusão, o exame perde confiabilidade por algumas semanas, e o intervalo adequado deve ser combinado com quem pediu.

Meu resultado deu traço falciforme. Vou ter a doença um dia?

Não. Traço e doença são condições diferentes e uma não vira a outra. Quem tem traço herdou um gene alterado e um gene normal, e produz hemoglobina normal em quantidade suficiente. O que o traço muda é o planejamento familiar e algumas orientações específicas.

A eletroforese detecta anemia?

Não diretamente. Quem mostra se existe anemia é o hemograma, pela hemoglobina e pelo hematócrito. A eletroforese responde outra pergunta: de que tipo é a hemoglobina que existe. Os dois exames se completam e costumam ser lidos juntos.

Minha HbA2 veio 3,4%. É talassemia?

Esse valor cai na zona limítrofe, em que o exame não decide sozinho. A leitura depende do hemograma, sobretudo do volume corpuscular médio e da contagem de hemácias, e do estado de ferro. Se houver falta de ferro, o valor pode estar artificialmente reduzido, e a conduta é corrigir o ferro e repetir.

Meu exame veio normal. Posso descartar tudo?

Descarta a maior parte, mas não tudo. O traço alfa talassêmico costuma cursar com eletroforese normal no adulto. Se você tem hemácias pequenas de forma persistente e o ferro está normal, essa hipótese continua aberta mesmo com eletroforese normal.

Preciso repetir o exame de tempos em tempos?

Não. O tipo de hemoglobina que você fabrica é genético e não muda ao longo da vida. Repete-se quando o primeiro resultado foi feito em condição que atrapalha a leitura, como durante deficiência de ferro importante ou logo após transfusão.

👉 Este texto faz parte do guia completo das hemoglobinopatias, que reúne todos os artigos da série e explica onde cada condição se encaixa.


Aviso importante

Este texto tem finalidade educativa e não substitui a consulta médica. Resultados de eletroforese de hemoglobina precisam ser interpretados junto do hemograma, do estado de ferro e da história clínica e familiar. Não inicie nem suspenda suplementação de ferro por conta própria com base neste conteúdo.


Referências

Conteúdo escrito por Dr. Henrique Pêcego, médico hematologista — CRM-RJ 89269-6 · RQE 26589 e RQE 26590. Acompanhe no Instagram: @drhenriquepecegohemato · Facebook · LinkedIn · X: @henriquepecego

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