Anemia: sintomas, tipos e quando se preocupar
Conteúdo escrito e revisado por médico hematologista · Revisado em 19 de julho de 2026Como este conteúdo é feito
Dr. Henrique Pêcego, médico hematologista, explica sobre anemia

Por Dr. Henrique Pêcego — Médico Hematologista | Instagram: @drhenriquepecegohemato

Cansaço que não passa, pele mais pálida, falta de ar ao subir uma escada. Muita gente convive com esses sinais por meses achando que é só estresse ou correria do dia a dia — quando, na verdade, pode ser anemia.

A anemia é uma das condições mais comuns do mundo, e também muito mal compreendida. Ela não é uma doença em si: é um sinal de que algo está acontecendo no organismo. Descobrir o quê é justamente o trabalho da investigação médica.

Neste guia, vou explicar o que é a anemia, quais são seus principais tipos e sintomas, e — o mais importante — quando você deve procurar ajuda.

Antes de começar, o lembrete de sempre: este texto é educativo e não substitui a consulta médica. Se você suspeita de anemia, quem faz o diagnóstico é o seu médico.


O que é anemia?

Anemia é a redução das hemácias e hemoglobina no sangue. A hemoglobina é a proteína dentro das hemácias (os glóbulos vermelhos) responsável por transportar o oxigênio dos pulmões para todos os tecidos do corpo.

Quando ela está baixa, o corpo recebe menos oxigênio do que precisa. É por isso que os sintomas da anemia costumam ser tão parecidos entre si, independentemente da causa: cansaço, fraqueza e falta de ar aparecem porque os músculos, o cérebro e o coração estão trabalhando com menos combustível.

Se você quer entender melhor como isso aparece nos exames, escrevi um guia completo sobre como entender seu hemograma — é lá que a anemia geralmente é identificada pela primeira vez.


A partir de qual valor é anemia?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) usa os seguintes valores de hemoglobina como referência para o diagnóstico de anemia. Atenção: são critérios populacionais e servem de orientação geral — o seu laboratório pode usar faixas ligeiramente diferentes, e é sempre o médico quem interpreta o resultado no seu contexto.

GrupoAnemia quando a hemoglobina está abaixo de
Homens adultos13,0 g/dL
Mulheres adultas (não gestantes)12,0 g/dL
Gestantes11,0 g/dL
Crianças de 6 meses a 5 anos11,0 g/dL
Crianças de 5 a 11 anos11,5 g/dL
Crianças de 12 a 14 anos12,0 g/dL

A anemia também costuma ser classificada pela intensidade, o que ajuda a orientar a conduta:

IntensidadeHemoglobina (adultos, valores aproximados)
Leveentre 10,0 e o limite inferior da normalidade
Moderadaentre 8,0 e 9,9 g/dL
Graveabaixo de 8,0 g/dL

Vale reforçar algo que vejo com frequência no consultório: o número isolado não conta a história toda. Uma pessoa com hemoglobina 10 que caiu rapidamente pode estar muito mais sintomática do que alguém que convive com 9 ou 8 há anos. Por isso a avaliação é sempre individual.


O tamanho da hemácia dá a pista da causa

Uma das primeiras coisas que o hematologista olha para investigar uma anemia é o VCM — o volume corpuscular médio, que indica o tamanho das hemácias. Ele ajuda a estreitar as possibilidades:

VCMClassificaçãoCausas mais comuns
Abaixo de 80 fLMicrocítica (hemácias pequenas)Falta de ferro, talassemias, microesferocitose
80 a 100 fLNormocítica (tamanho normal)Doença crônica, perda aguda de sangue, doenças da medula óssea
Acima de 100 fLMacrocítica (hemácias grandes)Deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, alcoolismo, hipotireoidismo, neoplasia mielodisplásica e alguns medicamentos

Essa é uma simplificação didática — há exceções e sobreposições —, mas explica por que o médico não pede apenas “hemograma” e sim, muitas vezes, uma série de exames complementares para fechar o diagnóstico.


Quais são os sintomas da anemia?

Os sintomas dependem de dois fatores: quão baixa está a hemoglobina e quão rápido ela caiu. Uma anemia que se instala lentamente ao longo de meses pode dar poucos sintomas, porque o corpo vai se adaptando. Já uma queda rápida costuma ser bem mais sintomática.

Os sinais mais comuns são:

  • Cansaço, fraqueza — o sintoma mais frequente, e o mais ignorado.
  • Sonolência — também bastante comum.
  • Palidez — especialmente visível na parte interna das pálpebras, nas gengivas e nas palmas das mãos.
  • Falta de ar aos esforços, como subir escadas ou caminhar mais rápido.
  • Palpitação ou sensação de coração acelerado.
  • Tontura, dor de cabeça ou dificuldade de concentração.
  • Queda de cabelo e unhas frágeis, mais comuns na anemia por falta de ferro.

Um sintoma curioso e pouco conhecido: algumas pessoas com falta de ferro desenvolvem vontade de comer coisas estranhas, como gelo ou terra. Chamamos isso de picamalácia (ou pica), e é um sinal que vale mencionar ao médico.


Os principais tipos de anemia

Aqui está o ponto mais importante deste artigo: anemia não é um diagnóstico completo. Dizer “tenho anemia” é como dizer “tenho febre” — descreve um achado, mas não explica a causa. E o tratamento depende inteiramente da causa.

Estes são os tipos mais frequentes:

Anemia ferropriva (por falta de ferro)

É de longe a mais comum no mundo. O ferro é a matéria-prima da hemoglobina; sem ele, o corpo não consegue produzir hemácias adequadas.

As causas mais frequentes são perda crônica de sangue (menstruação intensa, sangramentos do trato digestivo), baixa ingestão de ferro na alimentação, ou dificuldade de absorção pelo intestino.

Um alerta importante: em homens e em mulheres após a menopausa, a anemia por falta de ferro sempre merece investigação da causa. Não basta repor o ferro — é preciso descobrir por onde ele está sendo perdido. Na maioria das vezes é necessário investigar o trato gastrointestinal com endoscopia e colonoscopia.

Anemia por deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico

Essas vitaminas também são essenciais para a produção das hemácias. Sem elas, a medula óssea produz células grandes e em menor quantidade — por isso esse grupo é chamado de anemia megaloblástica.

Pode surgir por dieta pobre nessas vitaminas, por problemas de absorção, ou por uma condição chamada anemia perniciosa.

A deficiência de B12 merece atenção especial porque pode causar sintomas neurológicos — formigamento, alterações de equilíbrio e memória — que às vezes aparecem antes mesmo da anemia. Entenda mais sobre a vitamina B12 baixa: sintomas, causas e como tratar.

Anemia de doença crônica (ou da inflamação)

Doenças inflamatórias prolongadas, infecções crônicas, doença renal e alguns tipos de câncer podem causar anemia mesmo com estoques normais de ferro. A inflamação atrapalha o aproveitamento do ferro tornando ele indisponível para ser usado pelo corpo e com isso dificultando a produção de hemácias.

Nesse caso, o tratamento principal é o da doença de base.

Anemias hemolíticas

Aqui as hemácias são produzidas normalmente, mas destruídas antes do tempo. Uma hemácia saudável vive cerca de 120 dias; na hemólise, esse tempo encurta e a medula óssea precisa trabalhar em ritmo acelerado para compensar. Quando não dá conta, surge a anemia.

Alguns sinais ajudam a levantar essa suspeita: além do cansaço, pode haver icterícia (a pele e os olhos amarelados, pelo acúmulo de bilirrubina liberada na destruição das hemácias), urina escura e, em alguns casos, aumento do baço. Cálculos na vesícula em pessoas jovens também podem ser uma pista.

As causas se dividem em dois grandes grupos: as adquiridas — como as hemólises autoimunes, em que o próprio sistema imune ataca as hemácias — e as hereditárias, em que a hemácia já nasce com um defeito. Duas destas últimas merecem destaque por serem relativamente comuns.

Esferocitose hereditária (microesferocitose)

Nessa condição, há uma alteração hereditária nas proteínas que formam a “membrana” da hemácia — a estrutura que lhe dá forma e flexibilidade. Sem esse arcabouço adequado, a célula perde o formato de disco e se torna esférica: é a esferócito que dá nome à doença.

O problema é que uma hemácia esférica é rígida. Ao passar pelo baço — que funciona como um filtro do sangue —, ela não consegue se deformar para atravessar as passagens estreitas e acaba sendo destruída precocemente.

Pontos importantes:

  • A gravidade é bastante variável. Há pessoas com quadros muito leves, descobertos por acaso na vida adulta, e outras com anemia significativa desde a infância.
  • A tríade clássica é anemia, icterícia e aumento do baço, mas nem todos apresentam os três.
  • Cálculos biliares são frequentes, mesmo em pessoas jovens, pelo excesso de bilirrubina produzida.
  • Infecções virais podem desencadear pioras temporárias da anemia (as chamadas crises).
  • Em casos selecionados e mais graves, a retirada do baço pode ser considerada — é uma decisão criteriosa, que exige vacinação prévia e acompanhamento, já que o baço tem papel na defesa contra certas infecções.
  • Por ser hereditária, é comum encontrar outros casos na família. Vale mencionar ao médico se parentes têm anemia, icterícia ou fizeram cirurgia de vesícula cedo.

Deficiência de G6PD

A G6PD (glicose-6-fosfato desidrogenase) é uma enzima que protege a hemácia contra o estresse oxidativo. Quem tem a deficiência dessa enzima costuma ter hemácias que funcionam bem no dia a dia — mas que se tornam vulneráveis quando expostas a determinados gatilhos.

É uma das deficiências enzimáticas mais comuns do mundo, com transmissão ligada ao cromossomo X, o que faz com que afete predominantemente homens.

O aspecto mais característico é que a hemólise costuma ser episódica, e não contínua: a pessoa passa períodos completamente bem e apresenta crises após a exposição a um gatilho. Os principais são:

  • Certos medicamentos, incluindo alguns antimaláricos, algumas sulfas, nitrofurantoína e outros.
  • Infecções, que são um gatilho muito frequente.
  • Fava (o feijão-fava) — daí o termo “favismo”, associado a essa condição.

Durante uma crise, podem surgir palidez súbita, cansaço intenso, icterícia e urina escura, exigindo avaliação médica.

O ponto mais importante do manejo é a prevenção: quem tem o diagnóstico deve conhecer a lista de substâncias a evitar e informar sempre os médicos e dentistas antes de qualquer prescrição. É uma daquelas informações que vale carregar anotada. Com essa precaução, a maioria das pessoas leva vida absolutamente normal.

Vale acrescentar que a deficiência de G6PD também pode se manifestar como icterícia neonatal prolongada, motivo pelo qual costuma ser investigada em recém-nascidos com esse quadro.

Anemia falciforme e talassemias

São doenças genéticas da hemoglobina — o que chamamos de hemoglobinopatias. Diferentemente das anemias por deficiência, aqui o problema não é falta de um nutriente: é uma alteração hereditária na própria estrutura ou produção da hemoglobina. Por isso não se resolvem com suplementos, e tomar ferro sem indicação pode inclusive ser prejudicial nesses casos.

No Brasil, elas têm enorme relevância de saúde pública.

Anemia falciforme

É a doença hereditária mais prevalente no país. Nela, uma alteração genética faz a hemoglobina assumir uma forma anormal quando entrega oxigênio aos tecidos. Isso deforma a hemácia, que perde a flexibilidade e adquire o formato de foice — daí o nome.

Essas hemácias endurecidas têm duas consequências: são destruídas mais rapidamente (gerando anemia crônica) e podem obstruir pequenos vasos sanguíneos, impedindo o oxigênio de chegar aos tecidos. É essa obstrução que causa as crises de dor, o sintoma mais característico da doença — episódios que podem atingir ossos, tórax e abdome.

Ao longo da vida, a doença pode afetar diversos órgãos, e há complicações importantes que o acompanhamento previne ou trata precocemente: infecções graves (por comprometimento do baço), síndrome torácica aguda, AVC, problemas renais e oculares, entre outras.

Alguns pontos que sempre reforço com pacientes e famílias:

  • A doença é diagnosticada no teste do pezinho, o que permite iniciar o acompanhamento desde os primeiros meses de vida — e isso muda o prognóstico.
  • Ter o traço falciforme não é ter a doença. Quem tem o traço herdou o gene de apenas um dos pais, geralmente não apresenta sintomas e leva vida normal. Mas essa informação importa no planejamento familiar, porque dois portadores do traço podem ter um filho com a doença.
  • Medidas simples fazem grande diferença na prevenção de crises: hidratação adequada, evitar frio intenso e mudanças bruscas de temperatura, evitar esforço físico extremo e manter a vacinação em dia.
  • Existem tratamentos que reduzem a frequência das crises e complicações, e o acompanhamento regular com hematologista é essencial ao longo de toda a vida.

Talassemias

Nas talassemias, o problema é diferente: o corpo produz quantidade insuficiente de uma das cadeias que formam a hemoglobina. Conforme a cadeia afetada, falamos em talassemia alfa ou beta.

A gravidade varia enormemente, e isso costuma gerar confusão. Existe um espectro:

  • A talassemia minor (ou traço talassêmico) é a forma mais leve e comum. A pessoa costuma ter uma anemia discreta, com hemácias pequenas, e leva vida normal sem precisar de tratamento.
  • As formas intermediária e maior são mais graves, podendo exigir transfusões regulares e acompanhamento especializado contínuo.

Um alerta prático e muito frequente: a talassemia minor é confundida com anemia por falta de ferro, porque em ambas as hemácias são pequenas (VCM baixo). A diferença é fundamental — na talassemia os estoques de ferro costumam estar normais, e a reposição desnecessária pode levar a sobrecarga de ferro no organismo. Se você toma ferro há muito tempo e sua anemia “nunca melhora”, vale conversar com seu médico sobre essa possibilidade.

E o transplante de medula óssea?

Como coordeno um centro de transplante, essa é uma pergunta que ouço com frequência de famílias.

O transplante de medula óssea é hoje a única terapia com potencial curativo consolidado para a anemia falciforme e para as formas graves de talassemia. Ele substitui a medula do paciente por células saudáveis de um doador compatível, que passam a produzir hemácias normais.

Não é, porém, indicado para todos. A decisão envolve fatores como a gravidade da doença, as complicações já apresentadas, a idade do paciente e a disponibilidade de um doador compatível — e sempre pesa os riscos do próprio procedimento. É uma conversa individualizada, que deve acontecer com a equipe que acompanha o caso.

Vale registrar que a área está avançando rapidamente, com novas terapias em desenvolvimento, incluindo abordagens de terapia gênica. É um campo em que as opções de hoje já são bem diferentes das de dez anos atrás.

Anemia aplásica

Mais rara, ocorre quando a medula óssea deixa de produzir células adequadamente. Costuma afetar não só as hemácias, mas também os leucócitos e as plaquetas.


A anemia eleva a VHS por um motivo puramente físico: com menos hemácias, a sedimentação no tubo fica mais rápida. Por isso não é raro os dois achados aparecerem no mesmo exame. Se o seu também trouxe marcadores de inflamação alterados, veja o que significam um VHS alto e uma PCR alta.

Quando se preocupar e procurar um médico

Nem toda anemia é urgente, mas alguns cenários pedem avaliação sem demora:

  • Sintomas que apareceram rápido ou que estão piorando.
  • Falta de ar em repouso, dor no peito ou desmaios.
  • Sangramento visível: fezes escuras ou com sangue, vômito com sangue, menstruação muito intensa.
  • Anemia em homens ou em mulheres após a menopausa — como comentei, sempre merece investigação.
  • Anemia acompanhada de febre, perda de peso, suores noturnos ou aumento de gânglios.
  • Anemia que não melhora mesmo com tratamento adequado.

E, fora dessas situações, vale a regra geral: qualquer alteração na hemoglobina do seu exame merece uma conversa com o médico. Não porque seja necessariamente grave — na maioria das vezes não é —, mas porque a causa precisa ser identificada.


Anemia tem cura?

Depende inteiramente do tipo. Essa é a resposta honesta.

Anemias por deficiência — de ferro, B12 ou ácido fólico — costumam responder muito bem ao tratamento, desde que a causa da deficiência seja corrigida. Repor o nutriente sem resolver o motivo da perda leva a anemia a voltar.

Anemias ligadas a doenças crônicas melhoram quando a doença de base é controlada.

Já as anemias genéticas, como a falciforme e as talassemias, não têm cura na maioria dos casos — mas têm tratamento, e a qualidade de vida de quem as tem melhorou enormemente nas últimas décadas. Em situações selecionadas, o transplante de medula óssea pode ser uma opção curativa.


Posso tratar anemia por conta própria?

Não, e esse é um dos pontos em que mais insisto com meus pacientes.

Tomar suplemento de ferro por conta própria é arriscado por dois motivos. Primeiro, porque excesso de ferro faz mal — o corpo não tem um mecanismo eficiente para eliminá-lo, e o acúmulo pode danificar órgãos. Segundo, e mais importante: repor o ferro pode mascarar temporariamente um problema que precisava ser investigado, atrasando um diagnóstico relevante.

O mesmo vale para vitaminas e “fortificantes de sangue” vendidos sem receita. O caminho seguro é: exame, diagnóstico da causa, e então tratamento direcionado.


Perguntas frequentes

Anemia é sempre falta de ferro?

Não. A ferropriva é a mais comum, mas existem muitos outros tipos, com causas e tratamentos completamente diferentes.

Comer mais carne ou beterraba resolve?

A alimentação ajuda, e alimentos ricos em ferro são importantes. Mas quando a anemia já está instalada, dieta sozinha raramente é suficiente — e não resolve a causa, se houver perda de sangue.

Quanto tempo leva para melhorar?

Na anemia ferropriva tratada corretamente, a hemoglobina costuma começar a subir em algumas semanas, mas a reposição dos estoques de ferro leva meses. Só o seu médico define quando parar.

Anemia na gravidez é normal?

É comum haver queda da hemoglobina na gestação por diluição fisiológica, mas anemia na gravidez precisa ser avaliada e acompanhada — não deve ser simplesmente ignorada.


Conclusão

A anemia é comum, mas nunca deve ser tratada como banal. Ela é um recado do organismo, e o trabalho médico é descobrir qual é a mensagem: uma perda de sangue silenciosa, uma deficiência nutricional, uma doença crônica ou uma condição hereditária.

Se você se identificou com os sintomas ou recebeu um exame com hemoglobina baixa, o próximo passo é simples: leve o resultado a um médico. O diagnóstico correto é o que transforma um número no exame em um plano de tratamento que funciona.


As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Diante de qualquer dúvida ou alteração no seu exame, procure um médico.


Sobre o autor

Dr. Henrique Pêcego é médico hematologista, especialista em Hematologia, Hemoterapia e Transplante de Medula Óssea, com atuação no diagnóstico e tratamento das doenças do sangue em adultos.

Atua nas áreas de anemia, alterações do hemograma, doenças da medula óssea, leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, síndromes mielodisplásicas e transplante de medula óssea, sempre com abordagem baseada em evidências científicas e atendimento individualizado.

Além da prática clínica, participa de atividades científicas, apresentações em congressos nacionais e internacionais e produção de conteúdo voltado à educação em saúde, com o objetivo de tornar a hematologia mais acessível e compreensível para pacientes e familiares.

CRM-RJ: 5289269-6
RQE: 26589 / 26590

O quadro oposto ao da anemia também tem explicação, e nem sempre é doença: veja hemoglobina alta e hematócrito alto.


Aviso importante

As informações disponibilizadas neste artigo têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem consulta médica, exame físico ou avaliação individualizada por um profissional de saúde.

Cada paciente possui características próprias, e a interpretação de exames laboratoriais deve sempre considerar a história clínica, os sintomas, os medicamentos em uso, os exames anteriores e o contexto de cada pessoa.

Em caso de dúvidas sobre seu hemograma ou qualquer alteração identificada no exame, procure avaliação com seu médico ou um hematologista.


Está grávida? A necessidade de ferro aumenta muito na gestação. Veja nosso guia completo sobre anemia na gravidez: sintomas, riscos e como prevenir.

A anemia por falta de ferro é a mais comum de todas. Veja o guia completo sobre anemia ferropriva: sintomas, causas e tratamento.

Leia também: Trombose: sintomas, causas e quando procurar um hematologista.

A anemia sem causa aparente em quem passou dos 60 anos, principalmente junto com dor nas costas, pode ser sinal de mieloma múltiplo.

Referências e leituras complementares

Conteúdo escrito por Dr. Henrique Pêcego, médico hematologista. Última revisão: julho;2026 | Acompanhe conteúdos sobre hematologia no Instagram @drhenriquepecegohemato ou saiba mais [sobre o autor] · LinkedIn · X: @henriquepecego.

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